sábado, 13 de abril de 2013
Procurei vestir teu número, busquei laços fracos e tentei formá-los em nós. Tirei os sapatos, a roupa, atirei no chão tudo que ainda servia de lembrança busquei teu número da agenda e risquei, marquei ao lado um "esse é passado, menina!" e coraçãozinho pra eu lembrar que tipo de passado. No chuveiro a água descia levando embora tudo que ainda restou. O teu perfume ficou marcado na minha blusa, pensei em jogar fora, mas era minha blusa preferida e cara! Então a devolvi no guarda-roupa e esqueci de você por alguns segundos. Fiz minha refeição predileta e me deitei na cama, fechei os olhos e te imaginei. Te vi ali, do meu lado, sorrindo feito um bobo, me contando histórias pra eu poder rir, tentando cantar uma música de ninar, mas sua voz desafinava sem querer e você, colocava a culpa no meu sorriso. Pensei em sair da cama, o calor da seus braços me davam calor e muito, mas preferi ficar ali, estava bom demais.. O suficiente pra ser mentira, mas a gente se acostuma. É no silêncio, que todos os segredos são revelados. E você, meu bem, é o meu segredo mais bonito que já consegui guardar. Resolvi levantar, busquei ligar a luz, mas desisti, o relógio marcava 3:45 da madrugada. O sono já havia ido embora, abraçando meus joelhos percebi que estava frio, aquele calor todo havia sumido por segundos. Eu lembrei que havia deixado a janela do quarto aberta, na esperança de você voltar e dizer que foi só um pesadelo. Deixei a porta aberta. Um desconforto me maltrata, uma ansiedade bate, uma pequena luz chama minha atenção na janela, busco olhar e vejo que era apenas um carro sem rumo vagando pela cidade, devia estar como eu -perdido- e tudo que eu queria era morar no teu abraço, oferecer o meu mundo pra você e não duvidar no para sempre. Por favor, faça com que o teu sorriso pare de me perseguir. Ele tortura.
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