Assim que você passa na minha frente meu coração acelera, meu corpo encolhe, mas a cada momento ia crescendo isso dentro de mim, esse sentimento impossível de se controlar e de descrever. Esse amor que eu não consigo descrever e provar.
Tiroteio de Ideologias
domingo, 14 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Procurei vestir teu número, busquei laços fracos e tentei formá-los em nós. Tirei os sapatos, a roupa, atirei no chão tudo que ainda servia de lembrança busquei teu número da agenda e risquei, marquei ao lado um "esse é passado, menina!" e coraçãozinho pra eu lembrar que tipo de passado. No chuveiro a água descia levando embora tudo que ainda restou. O teu perfume ficou marcado na minha blusa, pensei em jogar fora, mas era minha blusa preferida e cara! Então a devolvi no guarda-roupa e esqueci de você por alguns segundos. Fiz minha refeição predileta e me deitei na cama, fechei os olhos e te imaginei. Te vi ali, do meu lado, sorrindo feito um bobo, me contando histórias pra eu poder rir, tentando cantar uma música de ninar, mas sua voz desafinava sem querer e você, colocava a culpa no meu sorriso. Pensei em sair da cama, o calor da seus braços me davam calor e muito, mas preferi ficar ali, estava bom demais.. O suficiente pra ser mentira, mas a gente se acostuma. É no silêncio, que todos os segredos são revelados. E você, meu bem, é o meu segredo mais bonito que já consegui guardar. Resolvi levantar, busquei ligar a luz, mas desisti, o relógio marcava 3:45 da madrugada. O sono já havia ido embora, abraçando meus joelhos percebi que estava frio, aquele calor todo havia sumido por segundos. Eu lembrei que havia deixado a janela do quarto aberta, na esperança de você voltar e dizer que foi só um pesadelo. Deixei a porta aberta. Um desconforto me maltrata, uma ansiedade bate, uma pequena luz chama minha atenção na janela, busco olhar e vejo que era apenas um carro sem rumo vagando pela cidade, devia estar como eu -perdido- e tudo que eu queria era morar no teu abraço, oferecer o meu mundo pra você e não duvidar no para sempre. Por favor, faça com que o teu sorriso pare de me perseguir. Ele tortura.
Opium
Não
sei que tipo de magia obscura tomou posse de meu corpo. Minha alma? Enterrada
nas profundezas de meu árido coração. Mas isso não importa mais. Apenas preciso
descobrir um jeito de me encontrar em meio ao vazio ao qual me submeti. Estou
deitado. A grama está tão fofa. Não quero levantar, tenho medo do que posso
ver. Não que já não tenha visto de tudo, mas há coisas que prefiro não me
recordar.
Pálido, levanto sobre a relva úmida. E lá estava eu, em meio ao nada em que me isolei. Olho para cima e tento distinguir o céu... Nuvens negras forradas com prata e tiras reluzentes com um púrpura suave. Relâmpagos, relâmpagos por toda parte. O céu está rachando. Ele sangra... sangra em um estrondo desesperador de agonia.
Espelhos. Qual o sentido disso? Em que meio irracional me encontro? Seria isso real, ou apenas ilusão? Não, ilusões não te molham com a suave garoa, Lágrimas das estrelas eclipsadas por estas nuvens tão cruéis. Ilusões não te carregam com a suave brisa de inverno, tão libertadora e sufocante nesse frio irrisório.
Olhando ao fundo o meu reflexo, não há motivos pra sorrir. Estou encarcerado nesse monte de dúvidas e respostas.
Pálido, levanto sobre a relva úmida. E lá estava eu, em meio ao nada em que me isolei. Olho para cima e tento distinguir o céu... Nuvens negras forradas com prata e tiras reluzentes com um púrpura suave. Relâmpagos, relâmpagos por toda parte. O céu está rachando. Ele sangra... sangra em um estrondo desesperador de agonia.
Espelhos. Qual o sentido disso? Em que meio irracional me encontro? Seria isso real, ou apenas ilusão? Não, ilusões não te molham com a suave garoa, Lágrimas das estrelas eclipsadas por estas nuvens tão cruéis. Ilusões não te carregam com a suave brisa de inverno, tão libertadora e sufocante nesse frio irrisório.
Olhando ao fundo o meu reflexo, não há motivos pra sorrir. Estou encarcerado nesse monte de dúvidas e respostas.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Horas passadas!
Estávamos sós, sentados em um imenso
gramado, que de longe víamos o por do sol entre a mata, os últimos raios de sol
daquele dia refletiam em seus longos cachos dourados. Escurecia, e com isso,
você ficava com frio, tremia, transmitia uma tensão que eu não sabia por que
estava assim. Eu também me sentia nervoso, tinha minha razão, meu medo era de
tudo acontecer errado, nunca fiquei a sós durante um longo tempo com você. Via
você ainda com frio, não havia com que nos cobrisse, apenas abracei-a já que
podia transmitir o calor dos meus braços, estávamos um ao lado do outro, beijei
o rosto mais macio que já havia tocado. Olhava cabisbaixo para dentro de mim e
pensava: “Devia pegar em sua mão?”. Mas o nervoso que eu sentia continuava em
meu corpo. Tirei minha camisa xadrez azul escuro e a encobri. Senti que ela não
estava mais tensa.
Não sabia o que eu queria, e o que nós
queríamos, e se queríamos. Queria ficar com ela a noite toda e poder beija –
lá. Você não podia passar dás 22 horas, e já eram dezenove horas. Finalmente
meu corpo aceitou e deixou meu coração levar e pegar em sua mão. Nós nos
olhamos e enfim nos beijamos, e sim já eram 20 horas, o tempo passava rápido
como a batida do meu coração. Na verdade, aquilo só acontecia quando eu estava
junto a ela. Não sabia o sentimento dela naquela hora. Não queria decepciona-
lá.
O tempo passava tão rápido que aquelas
duas horas já estavam no fim, naquele curto espaço de tempo, parecia que o
mundo girava somente em torno de nós. De repente ouvíamos buzinadas no início
do gramado, era sua mãe que há esperava lá, nos beijamos como se uma alegria
estivesse acabada. Ela entra em seu carro, sua mãe briga com ela pela falta de
pontualidade. Sua mãe acelera, eu vou para o ponto mais próximo, aquelas doces
e amáveis horas não saíram da minha cabeça até o amanhecer. Esse sentimento
louco e confuso que não sai do meu corpo, do meu pensamento, muito menos quando
eu te vejo.
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