Estávamos sós, sentados em um imenso
gramado, que de longe víamos o por do sol entre a mata, os últimos raios de sol
daquele dia refletiam em seus longos cachos dourados. Escurecia, e com isso,
você ficava com frio, tremia, transmitia uma tensão que eu não sabia por que
estava assim. Eu também me sentia nervoso, tinha minha razão, meu medo era de
tudo acontecer errado, nunca fiquei a sós durante um longo tempo com você. Via
você ainda com frio, não havia com que nos cobrisse, apenas abracei-a já que
podia transmitir o calor dos meus braços, estávamos um ao lado do outro, beijei
o rosto mais macio que já havia tocado. Olhava cabisbaixo para dentro de mim e
pensava: “Devia pegar em sua mão?”. Mas o nervoso que eu sentia continuava em
meu corpo. Tirei minha camisa xadrez azul escuro e a encobri. Senti que ela não
estava mais tensa.
Não sabia o que eu queria, e o que nós
queríamos, e se queríamos. Queria ficar com ela a noite toda e poder beija –
lá. Você não podia passar dás 22 horas, e já eram dezenove horas. Finalmente
meu corpo aceitou e deixou meu coração levar e pegar em sua mão. Nós nos
olhamos e enfim nos beijamos, e sim já eram 20 horas, o tempo passava rápido
como a batida do meu coração. Na verdade, aquilo só acontecia quando eu estava
junto a ela. Não sabia o sentimento dela naquela hora. Não queria decepciona-
lá.
O tempo passava tão rápido que aquelas
duas horas já estavam no fim, naquele curto espaço de tempo, parecia que o
mundo girava somente em torno de nós. De repente ouvíamos buzinadas no início
do gramado, era sua mãe que há esperava lá, nos beijamos como se uma alegria
estivesse acabada. Ela entra em seu carro, sua mãe briga com ela pela falta de
pontualidade. Sua mãe acelera, eu vou para o ponto mais próximo, aquelas doces
e amáveis horas não saíram da minha cabeça até o amanhecer. Esse sentimento
louco e confuso que não sai do meu corpo, do meu pensamento, muito menos quando
eu te vejo.
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